O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a defesa de Jair Bolsonaro a acompanhar o depoimento que o ex-presidente prestará nesta terça-feira, 23, à Polícia Civil do Distrito Federal. A oitiva está marcada para às 15h e será realizada na residência de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
O depoimento faz parte do inquérito aberto para apurar o caso da arma de fogo, registrada no nome do ex-presidente, que foi encontrada com um de seus seguranças. A arma foi apreendida no dia 15 de outubro, às 23h30, em Taguatinga, durante uma abordagem a um Honda Civic em um ponto de bloqueio.
Na ocasião, o motorista do veículo se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e afirmou que a arma pertencia a Bolsonaro. Durante a blitz, também foi encontrado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros.
O motorista foi conduzido a uma delegacia, onde relatou que a pistola lhe foi entregue para reparo, e que a intenção era devolvê-la no dia seguinte. Em resposta ao ocorrido, a defesa de Bolsonaro reconheceu a propriedade da arma, afirmando que o ex-presidente não está proibido de mantê-la em casa.
Opinião
A situação envolvendo a arma de Bolsonaro levanta questões sobre a segurança e a responsabilidade no uso de armamentos por figuras públicas.





