Política

Ministério das Comunicações investe R$ 100 milhões e conecta UBS em mil municípios

Ministério das Comunicações investe R$ 100 milhões e conecta UBS em mil municípios

O Ministério das Comunicações (MCom) anunciou um investimento de R$ 100 milhões do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para conectar até 2,7 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) em mais de mil municípios brasileiros. Essa iniciativa faz parte do Novo PAC e visa modernizar o atendimento pelo SUS, facilitando o acesso à telessaúde.

As unidades que serão contempladas estão distribuídas em 26 unidades da federação, com foco em regiões que ainda não possuem acesso à internet. O objetivo é reduzir as desigualdades regionais, especialmente em áreas rurais, indígenas e periféricas. O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou que o edital priorizará as UBS, garantindo que profissionais de saúde e pacientes tenham acesso a uma infraestrutura digital moderna.

Benefícios da Conexão

Com a nova conectividade, será possível informatizar prontuários, integrar dados de pacientes e ampliar o uso de telessaúde, resultando em atendimentos mais rápidos e eficientes. O Ministério da Saúde também contribuiu com R$ 30 milhões para conectar 775 UBS em áreas remotas, onde a conexão via satélite é muitas vezes a única opção viável.

Dados recentes indicam que 94,6% das UBS já têm acesso à internet e 87% utilizam prontuário eletrônico, mostrando um avanço significativo na transformação digital da saúde no Brasil. A expectativa é que a implementação dessa nova fase de conexão comece ainda em 2026.

Próximos Passos

As empresas interessadas devem apresentar propostas que incluam a instalação de redes Wi-Fi internas nas UBS. O MCom, em parceria com o Ministério da Saúde, também planeja concluir a conexão de 1.191 UBS que já estão em processo de implementação. Até o momento, 859 dessas unidades já estão conectadas.

Opinião

A conexão das UBS é um passo importante para a inclusão digital na saúde pública, mas é essencial que o governo continue a priorizar a infraestrutura e o acesso à tecnologia em regiões mais vulneráveis.