A população da região amazônica está prestes a ganhar um reforço histórico na conectividade. O Brasil recebeu 3.170 quilômetros de cabos de fibra óptica provenientes da China, que serão utilizados na implantação de três novas infovias capazes de conectar municípios remotos da região Norte.
A operação, coordenada pelo Ministério das Comunicações em parceria com a Entidade Administradora de Faixa (EAF), marca a maior logística de transferência de fibra óptica já realizada no âmbito do programa Norte Conectado, ampliando o acesso à internet de qualidade e impulsionando a inclusão digital na Amazônia.
Detalhes da operação
A nova remessa de cabos, destinada à implantação das infovias 05, 06 e 08, soma cerca de cinco mil toneladas e representa a maior operação logística já realizada no âmbito do Norte Conectado. Cada cabo reúne 24 pares de fibra óptica e capacidade de transmissão de até 96 terabytes por segundo, garantindo internet de alta velocidade mesmo em regiões remotas. A previsão para o início do lançamento da estrutura nos leitos dos rios amazônicos é em maio de 2026.
Benefícios e impacto ambiental
Com um investimento estimado em R$ 1,3 bilhão, o projeto tem potencial para beneficiar cerca de 7,5 milhões de pessoas em 70 municípios dos estados do Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima e Pará. A iniciativa utiliza o modelo subfluvial para instalação dos cabos de fibra óptica, evitando o desmatamento e contribuindo para a preservação de mais de 50 milhões de árvores.
Além de melhorar a conectividade, a implantação das infovias faz parte do programa Norte Conectado, que visa promover desenvolvimento social e econômico, conectando escolas, unidades de saúde e órgãos públicos.
Compromisso com a natureza
Os cabos são produzidos com materiais inertes e atóxicos, instalados de forma estável no leito dos rios, sem impactar os ecossistemas. O projeto se destaca pelo compromisso ambiental, eliminando a necessidade de grandes obras terrestres e evitando o desmatamento de áreas sensíveis da floresta amazônica.
Opinião
Essa iniciativa representa um passo significativo em direção à inclusão digital e ao desenvolvimento sustentável na Amazônia, mostrando que é possível unir tecnologia e respeito ao meio ambiente.





