Após quase 20 anos, o Ministério das Cidades lançou a atualização do manual Mapeamento de Riscos: Conceitos e Métodos Aplicados a Processos Geológicos e Hidrológicos, uma ferramenta essencial para a gestão de risco em áreas urbanas. O diretor do Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco, Rodolfo Moura, destacou que a urgência climática e a chegada de um super El Niño aceleraram a necessidade de revisão dos conceitos.
O manual, que está disponível online e gratuitamente, introduziu uma nova classificação de riscos, dividindo-os em médio, alto e muito alto. Moura explicou que essa mudança se deu para focar nas situações realmente críticas, já que riscos considerados baixos ou inexistentes não necessitam de classificação.
Números Alarmantes
Com a atualização, foi revelado que existem 1.942 cidades suscetíveis a deslizamentos e inundações, expondo quase 9 milhões de brasileiros a desastres naturais. A aplicação deste manual permite que as prefeituras realizem o mapeamento das áreas de risco e desenvolvam planos municipais de redução de risco.
Essas medidas são cruciais para retirar milhares de pessoas de zonas vulneráveis a deslizamentos, enchentes e inundações. Moura enfatizou que a implementação das ações de antecipação e identificação de riscos é o caminho para fortalecer a resiliência das cidades e adaptar as populações a essas ameaças.
Instrumento de Mapeamento
O manual atualizado também aborda novos instrumentos tecnológicos para a gestão de risco e detalha processos erosivos, como o rolamento de rochas e terras caídas, fenômenos que afetam especialmente a região Norte do Brasil. Segundo Rodolfo Moura, este instrumento é fundamental para que municípios e governos estaduais possam acessar recursos para a realização de obras que visem a redução de riscos.
Opinião
A atualização do manual é um passo importante para a segurança das populações em áreas de risco, mas a implementação efetiva das diretrizes será crucial para proteger os brasileiros das consequências de desastres naturais.





