O Ministério da Saúde anunciou, em 8 de outubro de 2023, a suspensão temporária da imunização contra a dengue com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi motivada após 42 pessoas apresentarem sintomas severos pós-vacinação, resultando em três hospitalizações e duas mortes.
Até 30 de maio, mais de 500 mil doses da vacina foram aplicadas no Brasil, que foi incorporada ao SUS em janeiro de 2023. O público-alvo da vacinação são adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, conforme o Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Investigações em Andamento
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que, embora não se possa concluir que os eventos adversos foram causados pela vacina, eles representam um alerta e serão investigados por um comitê de especialistas. Ele afirmou que a suspensão é uma medida de precaução para aprofundar a investigação dos 42 casos.
Os casos graves foram analisados pelo Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunizações, que recomendaram a suspensão. Entre os casos severos, uma mulher de 48 anos e um homem de 58 anos não resistiram às complicações da doença.
Continuidade da Vacinação com Qdenga
A suspensão se aplica apenas à vacina do Butantan, e não inclui a vacina Qdenga, produzida pela Takeda, que continua disponível no Sistema Único de Saúde. O Ministério da Saúde enfatiza que a decisão não invalida a eficácia do imunizante, e as pessoas vacinadas ainda usufruem de proteção contra a dengue.
Recomendações e Cuidados
O Ministério orienta que a população que recebeu a vacina do Butantan nos últimos 21 dias deve ser monitorada para identificar qualquer sinal de reação adversa. É recomendado que procurem uma unidade de saúde em caso de sintomas como febre intensa, dor abdominal, vômitos persistentes, entre outros.
Opinião
A suspensão da vacina do Butantan levanta preocupações sobre a segurança das vacinas e a necessidade de um monitoramento rigoroso para garantir a saúde da população.





