O Ministério da Saúde anunciou uma atualização nas normas do Programa Academia da Saúde (PAS), com um aumento no custeio que pode chegar a 233%. O novo modelo de financiamento varia entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por estabelecimento, dependendo da composição profissional e da carga horária mínima.
A mudança tem como objetivo garantir maior sustentabilidade financeira e qualificação do programa, além de ampliar o acesso da população às ações de promoção da saúde. A coordenadora de Práticas Corporais e Atividade Física na Atenção Primária à Saúde, Laura Iumi Nobre Ota, destacou a importância dessas alterações para a promoção do cuidado nos territórios.
Novas categorias profissionais e expansão do programa
Com a atualização, novas categorias profissionais foram incluídas no programa, como enfermeiros, farmacêuticos, médicos, entre outros. Atualmente, o Brasil conta com 1.772 Academias da Saúde e a expectativa é credenciar mais 300 novos serviços até o final de 2026.
Investimentos em saúde
O Ministério da Saúde também anunciou que serão investidos R$ 340 milhões em políticas de promoção da saúde, com um acréscimo de R$ 40 milhões para o PAS em 2026. Essas medidas fazem parte da estratégia Viva Mais Brasil, que visa a promoção da saúde e a prevenção de doenças crônicas.
Integração e novas práticas
A Academia da Saúde foi reconhecida como um serviço integrado à atenção primária à saúde, incorporando práticas antirracistas e de envelhecimento ativo. O programa também se alinha a diversas políticas estratégicas, como a Política Nacional de Alimentação e Nutrição e a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra.
Opinião
O aumento no custeio do Programa Academia da Saúde representa um passo importante para a melhoria da qualidade de vida da população brasileira, ampliando o acesso a serviços essenciais de saúde.
