O Ministério da Previdência Social e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) implementaram mudanças significativas nas regras para a concessão do benefício por incapacidade temporária, anteriormente conhecido como auxílio-doença. A partir de agora, atestados médicos que recomendam o afastamento por até 90 dias não exigem mais a presença do segurado nas agências do INSS.
Esta nova regra, que aumenta o limite anterior de 60 dias, permite que a análise dos atestados seja feita exclusivamente através de documentação. A mudança faz parte da nova versão do Atestmed, que visa modernizar o sistema e facilitar o acesso dos trabalhadores aos benefícios.
Como funciona o novo processo
Os segurados devem acessar o portal ou aplicativo Meu INSS, onde poderão anexar os atestados e exames complementares. Todo o processo é realizado de forma digital, eliminando a necessidade de agendamento ou deslocamento até uma unidade física do INSS. Os peritos médicos analisam os documentos e emitem um parecer, que também é comunicado pelo Meu INSS.
Requisitos do atestado médico
Para que o atestado médico seja aceito, ele deve ser legível e conter informações obrigatórias, como o nome completo do paciente, data de emissão, CID (Classificação Internacional de Doenças), assinatura e carimbo do médico com CRM, além do prazo estimado de repouso. Caso o atestado apresente rasuras ou informações incompletas, o sistema poderá encaminhar o segurado para uma perícia presencial, mas a regra geral é a simplificação digital.
A mudança representa um avanço na modernização do INSS e promete oferecer mais conforto e agilidade aos trabalhadores que enfrentam problemas de saúde.
Opinião
A nova regra do INSS é um passo positivo em direção à modernização e à facilitação do acesso aos benefícios, refletindo uma necessidade crescente de adaptação às demandas digitais da sociedade.





