O Brasil se destaca como o segundo maior produtor de etanol de milho do mundo, apenas atrás dos Estados Unidos. A produção deve alcançar a marca de 10 bilhões de litros na safra 2025/26, refletindo um aumento significativo no setor agroindustrial.
A produção de milho, que cresceu 37,5% nas últimas seis safras, coloca o Paraná como vice-líder na produção nacional, essencial para a alimentação animal e humana. Cada tonelada de milho gera em média 450 litros de etanol e 300 quilos de farelo, contribuindo para a cadeia produtiva.
Investimentos e inovações no setor
A Coamo, uma cooperativa paranaense, está investindo R$ 1,7 bilhão em uma nova usina em Campo Mourão, que deve iniciar operações em breve. Essa usina se integrará a um parque industrial que já beneficia outras commodities, ampliando a produção de etanol e agregando valor ao milho.
O presidente da Coamo, Airton Galinari, enfatiza a importância da verticalização na produção, que já é aplicada em outras culturas como soja e trigo. O milho se torna um aliado estratégico, especialmente na alimentação de proteína animal, onde o farelo de milho é uma alternativa econômica ao farelo de soja.
Desafios e oportunidades
Apesar do crescimento da produção de etanol de milho, o Ministério da Agricultura garante que isso não comprometerá a produção de alimentos essenciais. O ministério afirma que o aumento da produção de etanol não é um fator desestimulante para a produção agrícola, desde que inserido em um modelo equilibrado.
O professor Lucílio Alves, da USP, complementa que a produção de milho no Brasil tem crescido, com um excedente que garante a oferta no mercado. A indústria de etanol utiliza principalmente o excedente da segunda safra, evitando competição direta com alimentos.
Opinião
O crescimento do etanol de milho no Brasil representa uma oportunidade significativa para o setor agroindustrial, promovendo a sustentabilidade e a segurança alimentar, desde que bem gerido.





