Internacional

Miguel Díaz-Canel propõe reformas em Cuba enquanto bloqueio dos EUA se agrava

Miguel Díaz-Canel propõe reformas em Cuba enquanto bloqueio dos EUA se agrava

Diante do endurecimento do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, o governo de Cuba debate um amplo pacote de reformas com o objetivo de ativar a economia da ilha e transformar o atual modelo econômico e social. As mudanças em discussão preveem alterações nas políticas fiscal, cambial, de comércio exterior, nos subsídios, além de uma reestruturação do Estado cubano.

Reunião do Comitê Central do Partido Comunista

O Birô Político do Partido Comunista de Cuba convocou uma reunião extraordinária do Comitê Central para o dia 17 de outubro para avaliar as propostas de transformação econômica e social anunciadas pelo presidente Miguel Díaz-Canel. As propostas incluem mais de 20 medidas para incentivar o investimento estrangeiro, aumentar a autonomia das empresas estatais e dos municípios, além de liberalizar o mercado cambial.

Objetivos das reformas

As reformas visam reduzir a burocracia no Estado cubano e manter o compromisso de promover justiça social. O presidente Díaz-Canel citou exemplos da China e do Vietnã para explicar que as mudanças buscam resolver as “velhas contradições” entre a planificação central da economia e os incentivos de mercado. Ele destacou que as reformas permitirão que os municípios e as empresas estatais tenham maior autonomia para gerir suas atividades sem depender de autorizações do comando central.

Impacto do bloqueio econômico

O bloqueio econômico contra Cuba já dura quase 70 anos e foi endurecido em 2025, resultando em um aumento significativo das dificuldades econômicas. Em janeiro de 2026, os EUA aumentaram as restrições, levando o país a ficar três meses sem receber petróleo, o que gerou uma crise sem precedentes. As novas sanções afetaram setores como turismo e mineração, levando empresas a deixar a ilha.

Opinião

A situação em Cuba é crítica, e as reformas propostas por Díaz-Canel são um passo necessário para enfrentar os desafios impostos pelo bloqueio dos EUA, mas a eficácia dessas medidas ainda está por ser comprovada.