Michelle Bolsonaro assumiu a presidência do PL Mulher em 2023 e, na noite de 30 de junho de 2026, anunciou sua saída, deixando um vácuo na representatividade feminina do partido. A decisão ocorre em um ano eleitoral e gera preocupações sobre o futuro da legenda.
Durante sua gestão, Michelle conseguiu aumentar as filiações femininas no PL de 346 mil para 411 mil, representando um crescimento de 18,8% em pouco mais de três anos. Sua atuação foi crucial para reduzir a rejeição do eleitorado feminino em relação aos homens do partido e da família Bolsonaro, algo visto como essencial para as eleições presidenciais de 2026.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou que não haverá substituta para Michelle e que a presidência do PL Mulher ficará vaga até nova eleição. Ele destacou que ninguém possui o capital político necessário para assumir o cargo e que a atual situação pode travar o avanço do partido nas eleições. Além disso, a saída de Michelle pode aumentar a rejeição à candidatura de Flávio Bolsonaro entre as mulheres, um público crucial para sua campanha.
Jair Bolsonaro, marido de Michelle, está em prisão domiciliar desde março de 2026 e enfrenta problemas de saúde, o que também influenciou a decisão dela de deixar a presidência do PL Mulher. No comunicado de saída, Michelle mencionou a necessidade de se dedicar aos cuidados do marido e da filha.
A vice-presidente do PL Mulher, Priscila Costa, que é vereadora em Fortaleza, também está no centro das tensões internas, pois sua candidatura ao Senado no Ceará gerou conflitos com Flávio Bolsonaro.
Opinião
A saída de Michelle Bolsonaro do PL Mulher representa um desafio significativo para o partido, que precisará encontrar uma nova liderança capaz de manter o crescimento e a representatividade feminina em um cenário eleitoral delicado.





