A ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou hoje sua desistência da candidatura à Secretaria-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). A decisão ocorre após um desempenho insatisfatório em votações e a perspectiva de possíveis vetos de potências como Estados Unidos e China.
Desempenho nas Votações
Bachelet, que contava com o apoio do Brasil e do México, teve apenas um voto favorável em uma recente votação secreta realizada pelo Conselho de Segurança da ONU. Essa votação, que contou com a participação de membros permanentes e não-permanentes, resultou em 11 desencorajamentos e três votos sem opinião, demonstrando a fragilidade de sua candidatura.
Desafios e Vetos
Entre os desafios enfrentados por Bachelet, estavam os possíveis vetos do governo de Donald Trump e da China, especialmente após a divulgação de um relatório que ela produziu sobre graves violações de direitos humanos contra os uigures, uma minoria muçulmana na China.
Multilateralismo e Direitos Humanos
Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Bachelet refletiu sobre a situação atual, afirmando: “Alguns podem acreditar que não é o momento para uma candidatura como a que pretendi representar… Estou convencida de que este é o momento de erguer a voz em defesa desses princípios, que foram a orgulhosa bandeira de minha candidatura.”
Corrida pela Liderança da ONU
Com a desistência de Bachelet, duas mulheres agora lideram a corrida pela Secretaria-Geral: Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica e atual chefe da Conferência sobre Comércio e Desenvolvimento da ONU, e Carolyn Rodrigues Birkett, representante da Guiana na instituição.
Opinião
A desistência de Bachelet evidencia os desafios enfrentados por candidaturas que buscam apoio em um cenário internacional polarizado, onde os princípios do multilateralismo e dos direitos humanos estão em constante debate.





