A investigação do Tech Transparency Project (TTP), publicada em 8 de outubro, revela que a Meta veiculou mais de 350 anúncios contendo material de abuso sexual infantil gerado ou manipulado por inteligência artificial em suas plataformas, incluindo Facebook e Instagram, desde o fim de 2025.
Detalhes da Investigação
Os anúncios identificados apresentavam fotos reais de crianças que foram transformadas por ferramentas de IA em conteúdo sexual. A maioria das mais de 300 peças seguiu um formato semelhante, utilizando imagens de crianças e adolescentes. Os pesquisadores descobriram que algumas fotos eram de perfis públicos em redes sociais, e um dos casos envolvia uma imagem divulgada por uma família real europeia.
Falhas na Moderação da Meta
A investigação apontou que 332 anúncios passaram pelo processo de revisão da Meta, e, após o compartilhamento das descobertas, a empresa removeu 149 anúncios restantes. No entanto, 113 anúncios foram inicialmente classificados como violações de conteúdo adulto, sem indicar a presença de material envolvendo crianças. A WIRED também relatou que alguns anúncios permaneceram ativos por dias, alcançando milhares de usuários.
Impacto e Alcance dos Anúncios
Os dados da Biblioteca de Anúncios mostram que as campanhas alcançaram mais de 29 mil contas na União Europeia e cerca de 7 mil no Reino Unido. A investigação também revelou que 262 anúncios foram veiculados nos Estados Unidos, 120 na Austrália e 84 na Índia. A Meta informou que muitos anúncios já haviam sido removidos e que a maioria teve menos de 200 impressões.
Ações de Apple e Google
Além disso, a investigação levou a Apple e Google a remover quase 50 aplicativos associados aos anúncios. Ambas as empresas tomaram medidas contra os desenvolvedores envolvidos, com a Apple afirmando que agiu contra os responsáveis e o Google aplicando restrições adicionais.
Reação das Autoridades
A situação provocou reações de autoridades nos Estados Unidos e na Austrália, que estão analisando o caso. A Meta enfrenta outras disputas relacionadas à proteção de crianças em suas plataformas, enquanto a investigação continua.
Opinião
É alarmante que anúncios de tal gravidade tenham conseguido passar pelos sistemas de moderação de uma empresa do porte da Meta, evidenciando a necessidade de melhorias urgentes em suas políticas de proteção infantil.





