O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), expressou sua preocupação com o cenário eleitoral no estado, descrevendo-o como uma mistura de polarização e oportunismo. Em declarações a jornalistas, Simões destacou que essa polarização tem atrasado decisões importantes, permitindo que oportunistas, como o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, vejam uma chance de ressurgir na política.
Críticas a Eduardo Cunha e a articulações em Brasília
Simões questionou por que as decisões sobre candidatos estão sendo tomadas em Brasília, em vez de serem decididas por políticos mineiros. Ele se referiu a jantares realizados pelo ex-secretário de Governo, Marcelo Aro (PP), que discutiu sua candidatura ao governo em encontros com líderes de partidos como o PP, União Brasil e Republicanos. Aro havia sido um potencial candidato ao Senado na chapa de Simões, mas desfez a aliança em 31 de julho.
A reação de Eduardo Cunha
Após as declarações de Simões, Eduardo Cunha reagiu, afirmando que foi agredido de forma baixa e insinuando que Simões está desesperado devido ao seu isolamento político. Cunha negou ter participado das articulações sobre a candidatura ao governo e criticou Simões, afirmando que os mineiros merecem algo melhor.
Movimentações políticas e alianças
O presidente do PSD em Minas Gerais, Cássio Soares, lamentou a situação de Simões e comentou sobre as movimentações de Aro. Ele também está buscando ampliar o arco de alianças até o prazo final de 5 de outubro. Entre os possíveis candidatos a vice, estão nomes do Novo, como Fernanda Altoé e Tiago Mitraud.
Solidariedade a Cleitinho e críticas ao PT
Simões expressou solidariedade ao senador Cleitinho, que se sentiu traído pelo Republicanos. Além disso, ele criticou a candidatura do PT, liderada por Patrus Ananias, e destacou que seu governo possui 55% de avaliação de bom e ótimo no estado, refletindo a aprovação do trabalho que ele e o governador Romeu Zema têm realizado ao longo de sete anos e meio.
Opinião
A polarização e as disputas políticas em Minas Gerais revelam um cenário complexo, onde alianças e traições moldam o futuro eleitoral do estado.





