Maria Amélia de Almeida Teles, militante feminista da União de Mulheres de São Paulo, fez uma grave denúncia sobre a insegurança enfrentada pelas mulheres em todo o Brasil, especialmente no estado de São Paulo. Em 2025, o estado registrou o maior número de feminicídios desde 2018, totalizando 270 feminicídios, um aumento de 6,7% em relação a 2024.
Aumento alarmante de feminicídios
O aumento das vítimas de feminicídio é alarmante. Dados mostram que 83 vítimas foram registradas de setembro de 2023 a março de 2025, e uma em cada cinco vítimas tinha medida protetiva vigente. Essa realidade leva muitas mulheres a temerem sair de casa, como relatou Amelinha: “Ficamos com medo de sair. Estamos até fazendo grupos para sair, porque, sozinha, está difícil”.
Falta de proteção efetiva
Durante a Audiência Pública Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, promovida pela Promotoria de Justiça de Enfrentamento à Violência Doméstica da Capital, Teles destacou que a proteção oferecida às mulheres ainda é insuficiente. Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 13,1% das mulheres mortas tinham medida protetiva vigente, demonstrando a falha na efetividade dessas medidas. “Está faltando fiscalização, acompanhamento. Tem que ter um serviço qualificado, com pessoal qualificado para poder atender a essa mulher e acompanhar cada caso”, afirmou.
Desafios enfrentados pelo movimento feminista
A ativista também criticou o isolamento do movimento feminista em relação ao poder público no combate à violência de gênero. “Está faltando democracia nesse estado e nessa cidade”, disse. O sucateamento dos serviços destinados às mulheres é uma preocupação constante, com muitas delas hesitando em procurar ajuda devido à falta de recursos e pessoal qualificado.
Reflexão sobre a Lei Maria da Penha
Amelinha lembrou que a Lei Maria da Penha completa 20 anos, e que, apesar das esperanças iniciais de proteção, a realidade atual mostra que muitas mulheres ainda não estão seguras. A pesquisa Viver nas Cidades: Mulheres revelou que 70% das mulheres relataram ter sofrido assédio moral ou sexual, evidenciando a necessidade urgente de mudanças.
Opinião
A situação das mulheres em São Paulo é preocupante e exige ações efetivas do governo para garantir a proteção e segurança necessárias, bem como um fortalecimento do movimento feminista.






