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Márcio Pelé e enteada de 3 anos mortos em MS: facções estão por trás do crime

Márcio Pelé e enteada de 3 anos mortos em MS: facções estão por trás do crime

O assassinato de Márcio Aparecido da Silva Filho, de 27 anos, conhecido como Márcio Pelé, e de sua enteada, de apenas 3 anos e 8 meses, em Cassilândia, MS, está diretamente relacionado às chamadas “listas da morte” que estão sendo investigadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O crime ocorreu no dia 1º de agosto, quando Márcio e a criança foram mortos a tiros dentro de um Fiat Uno, na Vila Pernambuco. O ataque foi registrado no cruzamento das ruas Nestor Alves Barbosa e João Cristino da Silva, onde o veículo foi atingido por diversos disparos.

Durante a investigação, o MPMS descobriu que um homem responsável por manter um perfil nas redes sociais, utilizado para divulgar nomes de pessoas que estariam “decretadas” para morrer, foi preso em Juscimeira, MT. Essa prisão ocorreu durante a Operação Death List, realizada pela Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC) do MPMS.

O perfil investigado publicava listas com nomes, fotografias, apelidos e cidades de residência de pessoas que eram apresentadas como alvos de uma organização criminosa. A maioria das vítimas mencionadas vivia em municípios do interior de Mato Grosso do Sul. Duas pessoas que tiveram seus nomes expostos nas redes sociais foram assassinadas, incluindo o caso de Márcio e sua enteada.

Na noite do ataque, outra criança, de 12 anos, foi atingida por estilhaços e precisou de atendimento na Santa Casa de Cassilândia. A principal suspeita é que Márcio fosse o alvo da execução, possivelmente ligada à disputa entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso do Sul.

Quatro dias após o assassinato, em 5 de agosto, equipes do Batalhão de Polícia Militar de Choque localizaram suspeitos na zona rural de Cassilândia. Durante a operação, dois homens foram mortos em confronto com a polícia, sendo um deles identificado como Joabi Gonçalves Andrade da Silva, de 26 anos, conhecido como “Sucuri”, e o outro como Pedro Henrique Silva Barbosa, de 40 anos, conhecido como “Pedrinho”. Um terceiro homem, Kewerson Borges Viana, foi preso e possuía mandado de prisão em aberto.

Na operação, foram apreendidos revólveres calibres .38, .32 e .22, uma espingarda calibre .22, além de munições e drogas. Essa ação fez parte da Operação Protetor.

Opinião

O caso brutal de Márcio Pelé e sua enteada destaca a urgência de ações eficazes contra o crime organizado em Mato Grosso do Sul.