O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, classificou como indevida a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, que entra em vigor em 24 de outubro, foi anunciada sob a justificativa de que o Brasil não adota mecanismos suficientes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.
Durante uma coletiva de imprensa, Márcio Elias Rosa afirmou que o governo brasileiro buscará reverter a decisão através de negociações, mas não descarta a adoção de medidas de reciprocidade. Ele ressaltou que o Brasil possui uma política consolidada de combate ao trabalho forçado, sendo signatário de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho.
Impactos da Tarifa
Apesar de cerca de 2 mil produtos brasileiros estarem isentos das tarifas, setores como calçados e máquinas serão severamente afetados pela nova cobrança acumulada de 37,5%. O ministro lamentou que muitos setores estarão sujeitos à dupla tributação, o que pode prejudicar a competitividade da indústria brasileira.
O MDIC também informou que produtos como carne bovina, café, suco de laranja e frutas permanecem fora tanto da tarifa de 25% quanto da nova sobretaxa de 12,5%. Contudo, ainda não existe uma lista completa dos produtos que sofrerão a dupla tarifação.
Próximos Passos
O ministro enfatizou que a prioridade do governo é apoiar os setores mais afetados, ampliar a busca por novos mercados e preparar uma estratégia jurídica e diplomática para enfrentar a situação. O governo brasileiro planeja retomar as conversas com as autoridades americanas no próximo mês, após concluir o levantamento dos impactos da nova medida.
Enquanto isso, as empresas atingidas poderão contar com recursos do programa Brasil Soberano, que disponibilizou R$ 18,5 bilhões em crédito para capital de giro, investimentos, inovação e abertura de novos mercados.
Opinião
A nova tarifa dos EUA representa um desafio significativo para a indústria brasileira, que deve se mobilizar para enfrentar as consequências e buscar alternativas no mercado internacional.





