A vitória inesperada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 26 de outubro de 2026 provocou um colapso histórico na Bolsa de Valores brasileira (B3). O Ibovespa registrou uma queda de 17,34% em seu pior momento, a maior desde março de 2020, refletindo a frustração dos investidores que esperavam a vitória de Flávio Bolsonaro.
O movimento de venda de ativos foi tão intenso que a B3 acionou o circuit breaker às 9h57, interrompendo as negociações por 30 minutos após a queda atingir 10%. No fechamento, a queda foi de 13,88%, com o índice a 176.608,23 pontos.
Impacto no câmbio e juros
O dólar também sofreu uma alta significativa, subindo 12,5% e ultrapassando a marca de R$ 5,60. Essa foi uma das maiores variações diárias desde a criação do Plano Real. No fechamento, a moeda americana foi negociada a R$ 5,4232, com uma valorização de 8,95% em relação ao dia anterior.
Os juros futuros dispararam, com taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) subindo até três pontos percentuais. A expectativa de uma política fiscal expansionista sob o governo Lula gerou preocupações sobre a inflação e a dificuldade em cortar juros.
Perdas bilionárias
As perdas financeiras foram bilionárias, com os quatro maiores banqueiros do Brasil acumulando cerca de US$ 10 bilhões em perdas. O fundador do BTG Pactual, André Esteves, teve a maior perda individual, com US$ 4,4 bilhões a menos em sua fortuna, que agora é estimada em US$ 11,3 bilhões.
Os irmãos Moreira Salles, do Itaú Unibanco, e David Vélez, do Nubank, também enfrentaram perdas significativas, totalizando cerca de US$ 2 bilhões e US$ 2,6 bilhões, respectivamente.
Expectativa de volatilidade
Analistas preveem que a volatilidade no mercado deve persistir nos próximos dias, à medida que investidores aguardam sinais mais claros sobre a política econômica do novo governo. A escolha do novo ministro da Fazenda será crucial para a confiança do mercado, que busca um compromisso com o ajuste fiscal e medidas concretas para estabilizar a economia.
Opinião
A reação do mercado após a vitória de Lula destaca a fragilidade das expectativas econômicas e a necessidade urgente de um plano claro para restaurar a confiança dos investidores.





