Economia

Lula propõe criação de estatal de combustíveis após recuo com Terrabras

Lula propõe criação de estatal de combustíveis após recuo com Terrabras

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a discutir a criação de uma nova estatal, desta vez para atuar no setor de distribuição de combustíveis. A proposta surge após um recuo em abril de 2026 sobre a criação da Empresa Brasileira de Mineração de Terras Raras (Terrabras), que enfrentou resistência interna.

No último dia 30, Lula declarou que, se reeleito, pretende comprar uma distribuidora de combustíveis para aumentar a capacidade do governo de influenciar os preços da gasolina e do diesel. Ele afirmou: “Eu vou comprar uma distribuidora. Eu vou comprar outra vez”.

A antiga BR Distribuidora, que era controlada pela Petrobras, foi privatizada em 2019 e agora se chama Vibra Energia. No quarto trimestre de 2025, a Vibra vendeu 9,5 milhões de metros cúbicos de combustíveis e teve um lucro líquido de R$ 679 milhões.

Projeto de Lei e Déficits das Estatais

O PL 1.853/2026, apresentado por deputados do PT, autoriza a criação de uma empresa estatal ou subsidiária para atuar na distribuição de combustíveis e gás liquefeito de petróleo (GLP). O projeto visa restaurar a presença do Estado em ativos estratégicos e garantir a modicidade de preços e a defesa do consumidor.

Atualmente, o Brasil possui 115 estatais federais, que acumulam um déficit de R$ 6,5 bilhões em 2026 até agosto. No mandato de Lula, as estatais registraram déficits consecutivos: -R$ 656 milhões em 2023, -R$ 6,73 bilhões em 2024 e -R$ 5,13 bilhões em 2025.

Opinião

A proposta de Lula para uma nova estatal de combustíveis levanta questões sobre a eficácia e a necessidade de mais empresas públicas em um cenário de déficits acumulados e desafios fiscais.