No mesmo dia em que o governo federal anunciou um reajuste do Bolsa Família em 15%, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelou sua intenção de distribuir o medicamento Mounjaro, popularmente conhecido como “caneta emagrecedora”, gratuitamente pelo SUS. O anúncio foi feito durante uma agenda em Montes Claros, em Minas Gerais, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Lula não forneceu detalhes sobre a implantação do programa, mas destacou a importância do acordo com os médicos para a prescrição do medicamento. “Precisa ter acordo com os médicos, não pode ficar receitando caneta a torto e a direito, mas o que é importante é que esta canetinha vai ser utilizada para cuidar de graça das pessoas que tenham obesidade”, afirmou o presidente.
O anúncio ocorre em um contexto de campanha de reeleição para Lula, que enfrenta um empate técnico nas pesquisas eleitorais com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Flávio criticou a medida, acusando Lula de “comprar voto” dos pobres. Em uma transmissão ao vivo, ele chamou a iniciativa de “eleitoreira”, alegando que o presidente está oferecendo apenas “migalinhas” aos eleitores. “Essa miséria? Só isso? Ele acha que vai comprar o voto dos pobres. Acha que R$ 90 vão melhorar a vida dos pobres?”, questionou Flávio.
Opinião
A proposta de Lula de distribuir Mounjaro pelo SUS levanta questões sobre a eficácia de medidas eleitoreiras e a real intenção por trás delas, especialmente em tempos de campanha.





