Após ser reeleito com 51,79% dos votos válidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta cobranças de entidades do comércio e empresários brasileiros. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) exigem mais segurança jurídica, responsabilidade fiscal e medidas de apoio ao setor produtivo.
Demandas das Entidades do Comércio
Em manifestações recentes, a CNC e a CACB destacaram a importância de um diálogo mais aberto com o governo, visando políticas que estimulem os pequenos e médios negócios. O presidente da CNC, José Roberto Tadros, enfatizou que é essencial reconhecer o papel do empresariado na economia nacional, que continua a investir e gerar empregos mesmo em tempos difíceis.
A CNC também ressaltou que o crescimento sustentável do Brasil depende de competitividade, segurança jurídica e participação do setor produtivo nas decisões governamentais. “Valorizar quem empreende e reduzir os entraves ao desenvolvimento são fundamentais para o crescimento do país”, afirmou Tadros.
Reivindicações da CACB
Por sua vez, o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, pediu a implementação de medidas específicas para micro, pequenas e médias empresas, além de uma política fiscal que não comprometa a geração de empregos. A CACB, que representa 2,3 mil associações comerciais, também cobra a atualização do Simples Nacional, uma demanda pendente desde 2018.
A CACB ainda defende o adiamento da reforma tributária, argumentando que os pequenos empresários precisam de espaço nas discussões sobre mudanças econômicas que impactam diretamente suas atividades. A entidade estima que os pequenos e médios empreendedores somam 24 milhões de negócios, respondendo por 55% dos empregos formais no Brasil.
Expectativas de Lula
Durante seu discurso de vitória, Lula expressou a intenção de se reunir com diversos setores da economia para discutir políticas públicas e a relação do governo com o setor produtivo. O novo mandato de Lula começa sob a pressão de garantir um ambiente econômico estável e favorável aos negócios.
Opinião
O diálogo entre o governo e as entidades do comércio é crucial para que as demandas dos pequenos empresários sejam ouvidas e atendidas, garantindo um desenvolvimento econômico sustentável.





