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Lula culpa governos anteriores por aumento de 32% em obras paradas no Brasil

Lula culpa governos anteriores por aumento de 32% em obras paradas no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem repetido, em sua pré-campanha à reeleição, o discurso de que as obras paralisadas no Brasil são resultado de administrações anteriores. Em 2023, ao lançar o novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Lula afirmou que herdou um enorme passivo de obras interrompidas, alegando que encontrou 14 mil obras paradas na transição de governo.

No entanto, dados do Tribunal de Contas da União (TCU) revelam um aumento de 32% nas obras paralisadas durante sua gestão. O TCU contabiliza atualmente 4.215 obras paralisadas, um aumento significativo em relação aos 8.674 empreendimentos paralisados no início de sua administração. A participação das obras interrompidas subiu de 38,5% para 50,7% do total monitorado pela Corte de Contas.

Educação e Saúde como principais setores afetados

Os setores de Educação e Saúde concentram 84% das obras paradas, com 1.861 obras na Educação e 671 na Saúde. Em um painel atualizado pelo TCU, foram identificadas novas paralisações, sendo 399 na Saúde e 205 na Educação. O tribunal ressalta que quase 93% das novas paralisações na Saúde estão ligadas à Funasa e podem ser resultado de mudanças no sistema de acompanhamento, e não de interrupções recentes.

Entre abril de 2025 e abril de 2026, o TCU registrou 6.141 obras concluídas e um investimento de R$ 15,9 bilhões em obras paralisadas. Entretanto, das 5.505 obras iniciadas nesse período, cerca de 1,2 mil (22%) estavam interrompidas em menos de um ano.

Investigações em andamento

Além do aumento nas obras paradas, a Polícia Federal está investigando irregularidades no Ministério da Educação (MEC). As investigações, que resultaram na operação “Coffee Break”, apuram suspeitas de tráfico de influência, fraude em licitação, superfaturamento e corrupção, envolvendo até mesmo pessoas ligadas ao presidente Lula.

Opinião

A situação das obras paradas no Brasil reflete problemas estruturais que transcendem governos e exigem soluções efetivas e planejamento adequado para que o país possa avançar em sua infraestrutura.