O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas ao fim do imposto sindical, extinto pela reforma trabalhista em 2017, durante uma reunião no Palácio do Planalto com 36 entidades de classe trabalhadora. Lula afirmou que a intenção da medida foi “asfixiar” e desmobilizar as centrais sindicais.
Segundo o presidente, a extinção do imposto sindical resultou em um cenário em que os sindicatos ficaram sem recursos para se organizar. “Tem muita gente que pensa que o movimento sindical morreu e por isso acabaram com o imposto sindical. Eles fizeram com vocês o que nós queremos fazer com o crime organizado. Se a gente quer acabar com o crime organizado, temos que asfixiar a economia deles”, declarou.
Lula destacou que, enquanto os sindicatos foram prejudicados, os empresários mantiveram seus recursos por meio do Sistema S. “Eles trataram o sindicato assim, ‘vamos asfixiá-los, deixá-los sem dinheiro, porque sem dinheiro eles não conseguem se organizar’. Mas os empresários não foram asfixiados, porque eles têm o Sistema S”, criticou.
O presidente também mencionou que, embora a contribuição do imposto sindical tenha se tornado opcional, os trabalhadores que optam por não pagar o imposto não têm direito às conquistas dos sindicatos. O valor do desconto é equivalente a um dia de trabalho por ano, sem considerar horas extras. Em 2017, sob o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), a contribuição passou a ser opcional, o que, segundo Lula, prejudica a luta dos trabalhadores.
Opinião
A crítica de Lula ao fim do imposto sindical levanta questões sobre a sustentabilidade dos sindicatos e seu papel na defesa dos direitos trabalhistas em um cenário de mudanças legislativas.





