O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou sua vitória nas eleições, alcançando a marca histórica de 64.111.352 votos, o que representa 51,77% dos votos válidos. A derrota de Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 48,23% dos votos, marca a primeira virada entre turnos desde a redemocratização do Brasil.
Lula destacou a importância da participação da juventude e dos idosos no processo eleitoral e prometeu mudar seu jeito de governar, enfatizando o engajamento virtual. Ele criticou a postura de seu adversário, afirmando que nunca imaginou encontrar um “representante genuíno do ‘milicianismo’” no país e que a mentira foi uma constante durante a campanha.
Regulamentação das plataformas digitais
Durante seu discurso, Lula também abordou a necessidade de regulamentar as plataformas digitais, afirmando que o crime digital deve ser tratado com a mesma seriedade que os crimes na vida real. O presidente ressaltou que não é aceitável que empresas que lucram bilhões não contribuam com impostos para o país.
A vitória de Lula foi ainda mais significativa considerando que ele ampliou sua votação em 10.314.171 votos entre os turnos, passando de 53.879.538 para 64.193.709 votos. Além disso, a abstenção caiu de 21,08% para 19,21%, refletindo um aumento no comparecimento do eleitorado.
Histórico de votações
Com esta reeleição, Lula alcançou a maior votação nominal já registrada por um candidato à presidência no Brasil, superando seu próprio recorde de 60.345.999 votos em 2022. Em sua trajetória eleitoral, Lula já havia recebido 52.793.364 votos em 2002 e 58.295.042 votos em 2006.
Opinião
A reeleição de Lula e suas promessas de regulamentação trazem à tona um debate essencial sobre a governança digital e a responsabilidade das plataformas no Brasil.





