O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma nova parceria com as empresas chinesas Huawei e iFlytek para expandir a supercomputação e desenvolver inteligência artificial em língua portuguesa no Brasil. O projeto, que será executado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), promete transformar a infraestrutura tecnológica do país.
Investimento e Supercomputador
Com um investimento total estimado em R$ 1,276 bilhão ao longo de cinco anos, as operações estão previstas para iniciar em julho de 2027. A infraestrutura será instalada no estado do Rio de Janeiro, e um supercomputador de alto desempenho, avaliado em cerca de R$ 1 bilhão, será montado no Parque Tecnológico Augusto Severo (PAX), na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Desempenho e Capacidades
Esse supercomputador deverá figurar entre as dez maiores do mundo, com uma capacidade de aproximadamente 7,2 mil Petaflops, o que equivale a cerca de 7,2 quintilhões de operações matemáticas por segundo. Essa infraestrutura será crucial para o desenvolvimento de modelos de linguagem de grande escala, focados na língua portuguesa.
Desenvolvimento de Chips e Nuvem Brasileira
Além disso, o governo brasileiro planeja desenvolver chips em cooperação com o ecossistema de inovação de Barcelona, na Espanha, utilizando a arquitetura aberta RISC-V. A iniciativa visa reduzir a dependência de tecnologias controladas por poucas empresas ou países, com um horizonte de até 15 anos.
Outra parte do projeto é a criação da Nuvem Brasileira, que será estruturada através da colaboração entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Serpro e o BNDES. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) também participará, implantando o Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável, que fornecerá suporte técnico-científico para auditoria de sistemas de IA.
Opinião
A parceria com empresas chinesas marca um passo significativo para o Brasil na corrida pela soberania digital, mas traz à tona preocupações sobre a dependência de tecnologias estrangeiras e a segurança dos dados nacionais.





