A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026 pode ser profundamente afetada pela abstenção, que pode chegar a 30 milhões de eleitores no primeiro turno, programado para o dia 4 de outubro de 2026. Os analistas divergem sobre quem será mais favorecido com a ausência desses eleitores.
Cenário de polarização e possíveis impactos
A abstenção observada nas eleições de 2022 pode se repetir, e isso levanta questões sobre o perfil dos eleitores que podem deixar de votar. De acordo com o cientista político Murilo Oliveira, segmentos como idosos e pessoas com menor escolaridade, que historicamente apresentam taxas maiores de abstenção, são mais propensos a se ausentar, o que poderia prejudicar Lula e beneficiar Flávio.
Por outro lado, o constitucionalista Alessandro Chiarottino acredita que uma alta taxa de abstenção pode favorecer Lula, uma vez que a ausência pode ser mais concentrada entre eleitores que poderiam votar em Flávio. Chiarottino expressa preocupação com o aumento das abstenções, relacionando isso ao clima de polarização política.
Divisão de opiniões entre especialistas
O analista político Leandro Gabiati considera que a abstenção pode ter um impacto significativo, mas não é possível afirmar com certeza que ela beneficiará um candidato específico. Ele destaca que a chave está em quem são os eleitores ausentes e onde estão concentrados.
O especialista em Direito Eleitoral Alexsander Beilner reforça que a abstenção representa o eleitor que opta por não participar e, portanto, não identifica um beneficiário claro da ausência. Ele observa que, na verdade, o grande prejudicado é o próprio eleitor que não comparece.
O perfil dos eleitores e suas consequências
Os especialistas concordam que a questão não é apenas a quantidade de eleitores que faltarão, mas sim o perfil desses eleitores. Se a abstenção se concentrar em grupos específicos, isso pode alterar significativamente o resultado da eleição. Rui São Pedro destaca que a mobilização pode ser tão relevante quanto o convencimento em uma disputa equilibrada.
Opinião
A abstenção nas eleições de 2026 é um fator crucial que pode mudar o rumo da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, refletindo a complexidade do eleitorado brasileiro e a necessidade de mobilização.





