Luciano Hang, o dono da rede de lojas Havan, se manifestou sobre a crise que atinge a varejista Casas Bahia, que atualmente enfrenta um processo de recuperação judicial. Em suas declarações, Hang classificou como uma intromissão do Estado a recente decisão judicial que suspendeu 1.900 demissões planejadas pela empresa.
“Parece piada, mas é o Brasil. A Casas Bahia está em recuperação judicial e precisa cortar custos para sobreviver. Mas a Justiça suspendeu 1.900 demissões e impediu novos cortes”, disse Hang, criticando a interferência estatal em um momento crítico para a empresa.
Crise no Varejo e Restrições Judiciais
A decisão da Justiça também impede novas demissões coletivas sem a participação efetiva dos sindicatos, o que gera ainda mais tensão no setor de varejo, que já enfrenta uma crise com vários pedidos de recuperação judicial, incluindo os da Casas Bahia e da Marabraz.
Hang ressaltou que as dificuldades enfrentadas pelas empresas são resultado de políticas que asfixiam a iniciativa privada. “Empresa saudável gera empregos. Empresa quebrada não gera emprego para ninguém. Sem responsabilidade fiscal, segurança jurídica e liberdade para empreender, não existe economia forte”, acrescentou.
Expansão da Havan em Meio à Crise
Apesar da crise que afeta o setor, a Havan continua a mostrar sinais de boa saúde financeira, com a inauguração regular de novas unidades pelo país e novos investimentos programados. O empresário também expressou solidariedade aos funcionários da Casas Bahia, lamentando a situação econômica do país.
Opinião
A situação das Casas Bahia e as declarações de Luciano Hang refletem um momento delicado do varejo brasileiro, onde as políticas econômicas e as decisões judiciais se entrelaçam em um contexto de crise.





