O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu suspender as atualizações e a entrada de novos seguidores no canal Exército do Lula, gerido por André Janones, que conta com 3,7 milhões de usuários.
A suspensão foi determinada em 13 de outubro de 2026 e a retomada das publicações depende de uma comunicação formal do endereço eletrônico do canal à Justiça Eleitoral. Após essa comunicação, será necessário aguardar 48 horas para que o canal possa voltar a publicar, conforme as normas eleitorais.
Irregularidades identificadas
A decisão foi tomada após o TSE identificar que mensagens veiculadas entre 25 e 29 de setembro foram apagadas ou editadas. O relatório técnico do tribunal apontou que essas alterações no histórico de publicações deixaram lacunas que dificultaram uma análise completa dos riscos associados.
O presidente do TSE alertou que a “eventual responsabilização” pode atingir não apenas o administrador do canal, André Janones, mas também a coligação e os candidatos envolvidos, incluindo Lula e Alckmin, que compõem a chapa presidencial.
Denúncia da campanha de Flávio Bolsonaro
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) apresentou ao TSE um dossiê que relaciona 499 mensagens excluídas. Dentre essas, três já foram classificadas como fake news pelo próprio TSE, que havia determinado a remoção dos conteúdos.
Embora Nunes Marques tenha inicialmente decidido restringir o canal em 11 de outubro, essa medida foi derrubada pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Cueva, até que o plenário do TSE examine o caso. Na sequência, a equipe técnica do tribunal não conseguiu localizar as publicações denunciadas, mas não descartou que os conteúdos tenham sido excluídos antes da verificação.
Opinião
A suspensão do canal Exército do Lula levanta questões importantes sobre a responsabilidade nas redes sociais e a necessidade de transparência nas campanhas eleitorais.





