O Poder Judiciário de Santa Catarina emitiu uma decisão importante na última sexta-feira (15/5), ao indeferir a ação popular movida contra o município de Balneário Camboriú e o Estado de Santa Catarina sobre a estadualização do Hospital Regional Ruth Cardoso. A sentença foi proferida pelo Juiz Lenoar Bendini Madalena, que destacou a falta de provas de lesão ao patrimônio público.
A ação, que partiu de um membro da comunidade, não conseguiu apresentar documentos que demonstrassem qualquer ilegalidade ou nulidade nos atos do município e do governo estadual, reafirmando assim a legalidade dos procedimentos adotados. O juiz observou que as alegações eram baseadas em vídeos para redes sociais, considerados de teor “aparentemente sensacionalista”.
Decisão e Autonomia do Poder Executivo
Na sua decisão, o juiz Lenoar Bendini Madalena enfatizou que o foco deve ser a disponibilidade dos atendimentos e tratamentos para a população, independentemente de quem administre o hospital. Ele também ressaltou que as alegações de dano ao erário não podem ser baseadas em suposições.
A sentença reafirma a autonomia do Poder Executivo, afirmando que os representantes eleitos têm legitimidade para tomar decisões sobre a gestão da saúde. O juiz destacou que o Hospital Ruth Cardoso já atendia pacientes de outras cidades, o que demonstra que sua operação não era estritamente municipal.
Implicações para a Saúde Pública
O magistrado ainda apontou que as medidas adotadas pelos administradores públicos, tanto estaduais quanto municipais, não podem ser vistas como desnecessárias ou prejudiciais, uma vez que a saúde é um dever solidário entre as partes envolvidas. A decisão é um reflexo da responsabilidade compartilhada entre o município e o estado em garantir o acesso à saúde para todos os cidadãos.
Opinião
A decisão do juiz Lenoar Bendini Madalena é um marco que reafirma a autonomia do Executivo e a necessidade de comprovação em ações populares, destacando a importância da saúde pública como um dever compartilhado.





