O debate da NSC TV na noite de 29 de setembro de 2026, entre o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e o candidato do PSD, João Rodrigues, foi marcado por um confronto acirrado. O embate teve início com a discussão sobre a prisão de Rodrigues, que ocorreu em 1999, quando ele era vice-prefeito de Pinhalzinho, por irregularidades em licitação.
Durante o debate, Mello relembrou que Rodrigues foi condenado a cinco anos e três meses de prisão, mas que em 2018, ele conseguiu uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reconheceu a prescrição da pena, resultando em sua soltura.
Conflito sobre o passado
Rodrigues, por sua vez, criticou a utilização de seu passado na propaganda eleitoral e pediu que Jorginho assumisse a responsabilidade pelas peças exibidas. Ele classificou a estratégia como “covarde” e afirmou que o relembrar do episódio afetou sua família.
Na tréplica, Jorginho respondeu mencionando outro episódio controverso da trajetória de Rodrigues: o momento em que ele foi flagrado assistindo a um vídeo pornográfico durante uma sessão na Câmara dos Deputados em 27 de maio de 2015. Jorginho afirmou: “Quem devia prestar atenção é o senhor com sua família, respeitar um pouco mais”.
Expectativas para as eleições
O debate, que teve início às 22h15 e foi mediado pelo jornalista Fabian Londero, também abordou temas como segurança, saúde, educação, infraestrutura, saneamento e prevenção de desastres. Este foi o último debate antes do primeiro turno das eleições, que está marcado para 4 de outubro de 2026.
Opinião
O confronto entre Jorginho Mello e João Rodrigues expõe a polarização política em Santa Catarina, onde o passado de ambos os candidatos se torna uma arma nas disputas eleitorais.





