Uma crise política ganhou força dentro do Partido Social Democrático (PSD) em Santa Catarina após declarações do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, que indicou apoio político fora do projeto estadual da legenda. Durante uma coletiva realizada em Chapecó, o prefeito João Rodrigues afirmou que não aceitará permanecer no partido caso haja deslealdade interna ao projeto político que vem sendo construído para as eleições estaduais.
Rodrigues destacou que a principal divergência surgiu após Topázio anunciar que apoiará a reeleição do governador Jorginho Mello e candidatos de outros partidos, afirmando: “Palavra não se trai. O que mantém o homem público em pé é a palavra”. Para ele, a política é uma vocação e não apenas um espaço de negociação.
Projeto político para o Estado
O prefeito de Chapecó ressaltou que há mais de duas décadas constrói um projeto político junto ao seu grupo e que a candidatura ao governo de Santa Catarina está sendo estruturada há cerca de quatro anos. Rodrigues afirmou que o movimento envolve lideranças regionais e partidos aliados, articulando um programa de governo voltado ao desenvolvimento estadual.
PSD anuncia processo de expulsão de Topázio Neto
Após a manifestação de João Rodrigues, o presidente estadual do PSD, Eron Giordani, confirmou que o partido abrirá um processo disciplinar contra Topázio Neto. A decisão foi tomada com o apoio da maioria da executiva estadual e com conhecimento do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. Uma reunião da executiva estadual foi convocada para a próxima segunda-feira, em Florianópolis, onde o tema será analisado formalmente.
Giordani afirmou que a pauta incluirá a abertura do processo de expulsão de Topázio Neto, visando retomar um ambiente de unidade e respeito ao projeto político do partido.
Divergências internas
As divergências no PSD começaram a se intensificar após as eleições municipais de 2024, quando Topázio adotou posições políticas divergentes da estratégia da sigla em Santa Catarina. Entre os episódios citados estão o apoio a candidaturas em outras legendas e articulações políticas consideradas incompatíveis com o projeto estadual do partido. Para lideranças do PSD, a permanência de dirigentes que não seguem a estratégia eleitoral poderia enfraquecer a construção de uma candidatura própria ao governo do Estado.
Pré-candidatura ao governo
No fechamento desta edição, a reportagem confirmou que João Rodrigues reafirmou sua pré-candidatura ao governo de Santa Catarina, ampliando a movimentação política no cenário catarinense para as eleições de 2026, em meio à crise interna no PSD.
Opinião
A crise no PSD reflete a fragilidade das alianças políticas e a importância da lealdade nas estratégias eleitorais, especialmente em tempos de incerteza.






