João Augusto Borges é acusado de cometer um crime brutal que chocou a cidade de Campo Grande. Ele é suspeito de ter assassinado sua companheira, Vanessa Eugênia Medeiros, de 23 anos, e a filha do casal, Sophie Eugênia, de apenas 10 meses, no dia 26 de maio de 2025.
No dia seguinte ao crime, João foi preso e confessou ter agido em um ‘acesso de raiva’, alegando que as vítimas foram estranguladas com um golpe de ‘mata-leão’. O réu tentou ocultar os corpos queimando-os em uma área da Rua Desembargador Ernesto Borges.
Depoimentos Reveladores
Durante o julgamento, depoimentos de colegas de trabalho trouxeram à tona ameaças anteriores feitas por João. Um colega, identificado como Welisson, afirmou que João havia comentado, em diversas ocasiões, sobre a intenção de matar Vanessa e a filha. Welisson relatou que inicialmente ninguém acreditou nas ameaças, mas que João chegou a perguntar quem poderia ajudá-lo a cometer o crime.
No dia do assassinato, João saiu para o almoço e, ao retornar, simplesmente disse: “Está feito”. O colega também mencionou que recebeu mensagens e ligações insistentes de João após os assassinatos, onde ele falava sobre o estado dos corpos.
Confissão e Negação de Planejamento
Apesar de confessar os crimes, João Augusto Borges negou que os assassinatos tenham sido planejados. Ele afirmou que a discussão que levou ao crime foi motivada por questões domésticas e que, após receber um tapa de Vanessa, perdeu o controle. No entanto, o depoimento de Welisson contradiz essa versão, revelando um padrão de ameaças e comportamentos preocupantes.
O réu foi preso no dia 27 de maio de 2025 e responde por duplo feminicídio e ocultação de cadáver. O caso continua a ser um tema de grande repercussão na sociedade, levantando questões sobre violência doméstica e a necessidade de atenção a sinais de alerta.
Opinião
O caso de João Augusto Borges expõe a gravidade da violência doméstica e a importância de se ouvir e acreditar nas vítimas antes que tragédias como essa aconteçam.





