Economia

Jeane Tsutsui e Denise Santos revelam como mulheres lutam por liderança na saúde

Jeane Tsutsui e Denise Santos revelam como mulheres lutam por liderança na saúde

A saúde é um dos setores com maior participação feminina no Brasil, com 63% das profissionais sendo mulheres. Apesar disso, as mulheres ainda enfrentam desafios significativos para alcançar cargos de liderança, ocupando apenas 26% das presidências e cargos executivos nas empresas do setor.

O relatório Women in the Workplace 2025, da McKinsey, aponta que as mulheres recebem menos apoio para desenvolvimento de carreira, o que dificulta sua ascensão a posições de alta gestão. Jeane Tsutsui, CEO do Grupo Fleury, e Denise Santos, presidente da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, destacam a importância de criar oportunidades consistentes para que as mulheres possam crescer profissionalmente.

Desafios e Oportunidades

Embora as mulheres dominem a força de trabalho na saúde, sua presença diminui à medida que se avança na hierarquia organizacional. Jeane Tsutsui enfatiza que a gestão moderna exige habilidades que vão além da especialização, incluindo a capacidade de integrar tecnologia e inovação. Para isso, é essencial que as empresas ofereçam programas de mentoria e desenvolvimento.

Denise Santos concorda, afirmando que a preparação para a liderança deve começar cedo e ser um processo contínuo. Ela defende a necessidade de identificar talentos desde os primeiros anos de carreira e oferecer experiências que ampliem a visão sobre o negócio.

Iniciativas para o Empoderamento

Ambas as executivas mencionam iniciativas como os Princípios de Empoderamento das Mulheres da ONU, que buscam promover a equidade de gênero nas empresas. O Grupo Fleury implementa programas de mentoria e desenvolvimento voltados para mulheres, especialmente mulheres negras, enquanto a BP mantém uma rotina de desenvolvimento executivo e planejamento sucessório.

O relatório da McKinsey também revela que, quando homens e mulheres recebem o mesmo nível de incentivo, a diferença no interesse por promoções praticamente desaparece. Isso reforça a urgência de políticas que garantam o mesmo acesso ao desenvolvimento profissional.

Opinião

É crucial que as empresas da saúde reconheçam a importância de criar ambientes que favoreçam o crescimento feminino, não apenas para cumprir cotas, mas para enriquecer suas lideranças com diversidade e inovação.