Durante a Convenção Nacional do PT, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, no dia 2 de agosto de 2026, a primeira-dama Janja Lula da Silva interrompeu o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O episódio ocorreu enquanto Lula defendia a distribuição do implante contraceptivo Implanon pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo de combater a gravidez na adolescência.
Lula destacou que o método contraceptivo é uma ferramenta essencial para proteger o futuro das jovens, afirmando que “uma jovem que fica grávida aos 16 anos vai jogar o futuro dela fora”. Após essa declaração, Janja interveio, afirmando que a decisão sobre a maternidade deve ser da mulher: “Ela tem que ter filho quando ela quiser”. Lula, então, reforçou a fala da primeira-dama, acrescentando a importância do planejamento familiar.
O presidente também criticou a ausência de mulheres entre os oradores do evento, ressaltando que não era aceitável que em um evento tão importante para a campanha não houvesse representação feminina. “Não é possível que a gente tenha esquecido do principal evento da nossa campanha, não ter colocado uma mulher para falar”, declarou.
Em seguida, Lula convidou Janja para falar em nome das ações voltadas às mulheres, apesar de não estar prevista na agenda. Janja, ao discursar, enfatizou que as mulheres teriam um papel decisivo na campanha pela reeleição de Lula, afirmando que “é difícil porque a gente precisa estar todo dia se reafirmando, né, mulherada? Todo dia, todo dia”.
Opinião
A intervenção de Janja no discurso de Lula destaca a crescente importância da voz feminina na política, refletindo uma mudança necessária na forma como as mulheres são representadas em eventos partidários.





