O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por uma cirurgia no ombro direito no dia 1.º de setembro, que transcorreu bem. Ele segue internado no Hospital DF Star em Brasília para observação clínica e controle de dor.
Segundo o cardiologista Brasil Caiado, que faz parte da equipe médica, a cirurgia durou cerca de três horas e não há previsão de alta. O procedimento foi um reparo artroscópico do manguito rotador à direita, necessário devido a queixas de dores recorrentes no ombro, que exigiam uso diário de medicação analgésica.
A cirurgia foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, uma vez que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. A defesa do ex-presidente havia solicitado a autorização em 21 de abril, embasada em exames médicos.
Durante a internação, a primeira-dama Michelle Bolsonaro pode acompanhá-lo, mas com restrições: todas as visitas, incluindo advogados e familiares, estão suspensas, exceto se houver autorização judicial. Michelle não poderá usar celular no leito.
O ministro Moraes também estipulou que a defesa tem um prazo de 48 horas após a cirurgia para apresentar um relatório médico detalhado ao STF. Além disso, o 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal foi designado para garantir a segurança de Bolsonaro durante sua internação, evitando o acesso de pessoas não autorizadas e assegurando o cumprimento das medidas cautelares em vigor.
Opinião
A situação de Jair Bolsonaro levanta questões sobre a segurança e a vigilância em casos de figuras públicas em situações delicadas, especialmente sob a supervisão de autoridades judiciais.





