O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou quadros de soluços intensos e problemas de pressão nas últimas 48 horas, levando ao ajuste de sua terapia e ao aumento das medicações. Essas informações foram reveladas em um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 8 de setembro.
De acordo com os médicos responsáveis pelo quadro clínico de Bolsonaro, o ex-presidente teve uma resposta parcial ao tratamento aplicado. Em março, ele passou duas semanas internado em Brasília para tratar de uma pneumonia bacteriana bilateral, que foi ocasionada pelos episódios de soluços. Naquela ocasião, Bolsonaro apresentou febre, vômitos e queda na saturação de oxigênio.
O ex-presidente, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, teve sua prisão domiciliar humanitária concedida pelo ministro Alexandre de Moraes em março, com um prazo inicial de 90 dias para se recuperar da broncopneumonia. Antes disso, ele cumpria pena no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
Na última semana, o ministro acolheu um pedido da defesa e dos médicos de Bolsonaro, permitindo que ele se internasse novamente para passar por uma cirurgia no ombro direito para corrigir lesões. O ex-presidente se queixava de dores intermitentes no membro, levando fisioterapeutas e ortopedistas a indicarem a intervenção cirúrgica. Ele deixou o hospital na segunda-feira, 4, após o procedimento, e retornou à prisão domiciliar.
Após a alta, informações médicas indicaram que a recuperação do ombro deve ocorrer sem maiores complicações em um período de seis a nove meses. Bolsonaro usará tipoia por seis semanas e iniciará fisioterapia. O relatório desta sexta-feira também informou que os médicos já iniciaram a fisioterapia motora de forma leve e progressiva.
Opinião
A situação de saúde de Jair Bolsonaro levanta preocupações sobre seu estado físico e a continuidade de suas atividades, mesmo em prisão domiciliar.





