O Irã anunciou, em 10 de maio de 2026, um novo sistema jurídico e de segurança no Estreito de Ormuz, um dos principais corredores de transporte de petróleo do mundo, e advertiu que os países que aplicarem as sanções dos Estados Unidos enfrentarão dificuldades para transitar pela via marítima. O general de brigada Mohammad Akraminia, porta-voz do Exército iraniano, afirmou que o país exerce agora um controle “fundamental e estratégico” sobre a região.
Akraminia declarou: “A partir de agora, os países que seguirem os Estados Unidos na aplicação de sanções contra a República Islâmica do Irã certamente enfrentarão problemas ao atravessar o Estreito de Ormuz”. Ele ressaltou que o Irã não utilizou plenamente o seu potencial geopolítico no estreito até agora, mas que a situação atual o levou a redefinir o controle sobre a rota marítima, onde transita 20% do petróleo mundial.
Ameaças ao Bahrein e aumento das tensões
No dia anterior, a Comissão de Segurança Nacional do Parlamento do Irã ameaçou o Bahrein de fechar o Estreito de Ormuz “para sempre” após o país apoiar uma resolução dos EUA na ONU contra o Irã. O chefe da comissão, Ebrahim Azizi, advertiu sobre as graves consequências para o Bahrein, que se alinha com os interesses americanos.
Os Estados Unidos, por sua vez, impuseram um bloqueio naval sobre os portos iranianos em 13 de abril de 2026, em resposta às tensões crescentes, enquanto os preços do barril de petróleo dispararam para mais de US$ 100. A situação se agravou desde que o Irã impôs restrições à passagem de navios no estreito em 28 de fevereiro de 2026, em meio a um conflito com Israel e os EUA.
Impactos econômicos e políticos
A nova situação no Estreito de Ormuz pode ter efeitos econômicos, políticos e de segurança significativos, conforme destacou Akraminia. Ele afirmou que o Irã busca neutralizar as sanções secundárias e parte das sanções primárias impostas pelos EUA, exercendo soberania sobre a passagem e exigindo coordenação para o trânsito de embarcações.
Opinião
A escalada das tensões no Estreito de Ormuz destaca a fragilidade das relações internacionais e o impacto direto nas economias globais, especialmente no setor de energia.





