Santa Catarina

Instituto Cidades Sustentáveis revela: 71% das mulheres já sofreram assédio

Instituto Cidades Sustentáveis revela: 71% das mulheres já sofreram assédio

Uma nova pesquisa do Instituto Cidades Sustentáveis, realizada em parceria com a Ipsos-Ipec, revelou que 71% das mulheres já relataram ter sofrido assédio moral ou sexual. O levantamento, intitulado Viver nas Cidades: Mulheres, foi lançado no dia 5 de outubro de 2025 e entrevistou 3,5 mil pessoas em 10 cidades brasileiras.

Dados alarmantes sobre assédio

O estudo aponta que 54% dos assédios ocorrem em ruas e espaços públicos, enquanto 50% acontecem no transporte público. Além disso, 36% das mulheres afirmaram ter enfrentado assédio no ambiente de trabalho e 32% em bares ou casas noturnas. Apenas 5% das mulheres entrevistadas relataram ter sofrido assédio em todos os seis locais pesquisados.

A diretora de Opinião Pública e Política da Ipsos-Ipec, Patrícia Pavanelli, destacou que a insegurança é uma constante na vida das mulheres e que a pesquisa evidencia a necessidade de um debate mais amplo sobre o assunto.

Apoio e punições para agressores

O levantamento também revelou que 55% das pessoas entrevistadas apoiam o aumento das penas contra agressores. Além disso, 48% defendem a ampliação dos serviços de proteção às vítimas, enquanto 37% sugerem agilidade nas investigações das denúncias. Pavanelli ressaltou a importância de criar uma rede de apoio mais robusta para as mulheres.

Visões divergentes sobre a punição

A promotora Fabíola Sucasas, do Ministério Público de São Paulo, argumentou que o combate à violência contra as mulheres não deve se basear apenas na punição. Ela afirmou que, apesar da demanda por penas mais severas, o aumento das penas não tem se refletido na redução do feminicídio, que já possui a maior pena prevista no código penal.

Divisão de tarefas e segurança

O estudo também abordou a percepção sobre a divisão de tarefas domésticas. Quatro em cada dez entrevistados consideram que as responsabilidades são compartilhadas, mas as mulheres ainda realizam a maior parte.

Opinião

A pesquisa traz à tona a urgência de medidas efetivas para garantir a segurança das mulheres, não apenas em termos de punição, mas também através de políticas públicas que promovam um ambiente mais seguro nas cidades.