Economia

IBGE revela desemprego de 6,1% e recorde na renda média dos trabalhadores

IBGE revela desemprego de 6,1% e recorde na renda média dos trabalhadores

A taxa de desemprego no Brasil foi de 6,1% no trimestre móvel encerrado em março de 2026, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este resultado, embora superior ao 5,8% registrado no trimestre anterior, representa uma queda em relação ao mesmo período de 2025, quando a taxa foi de 7%. Este é o menor índice de desemprego para primeiros trimestres desde 2012.

Desemprego e População Ocupada

No trimestre encerrado em março, o Brasil contava com 6,6 milhões de desempregados, ou seja, pessoas de 14 anos ou mais que estavam ativamente buscando emprego, mas não conseguiram encontrar. Este número representa um aumento de 19,6% em relação ao trimestre anterior, com mais 1,1 milhão de pessoas desempregadas. No entanto, em comparação com o mesmo período de 2025, houve uma redução de 13%, ou menos 987 mil desempregados.

Entre janeiro e março de 2026, a população ocupada, que inclui empregados, empregadores e funcionários públicos, totalizou 102 milhões de pessoas. Isso indica um recuo de 1% em relação ao trimestre anterior, mas uma alta de 1,5% em comparação ao mesmo período do ano passado, com 1,5 milhão a mais de pessoas empregadas.

Renda Média e Massa de Rendimentos

A renda média dos trabalhadores no Brasil alcançou um novo recorde, subindo 1,6% no primeiro trimestre de 2026, para R$ 3.722. Este aumento é significativo, principalmente quando comparado ao mesmo trimestre de 2025, que registrou uma alta de 5,5%.

Além disso, a massa de rendimentos real recebida pelos trabalhadores também atingiu um recorde, totalizando R$ 374,8 bilhões no trimestre encerrado em março. Este valor se manteve estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou um aumento de 7,1% em comparação ao mesmo período de 2025, com um acréscimo de R$ 24,8 bilhões.

Opinião

Os dados do IBGE revelam um cenário misto para o mercado de trabalho no Brasil, com desafios significativos ainda pela frente, mas também com sinais de recuperação na renda dos trabalhadores.