Economia

IBGE revela crescimento do varejo de apenas 0,1% em maio após tombo de abril

IBGE revela crescimento do varejo de apenas 0,1% em maio após tombo de abril

O comércio brasileiro apresentou um crescimento modesto de apenas 0,1% em maio de 2026, conforme dados divulgados pelo IBGE. Este resultado ocorre após uma queda significativa de 1,6% em abril, evidenciando uma recuperação lenta do consumo.

A principal razão para o desempenho fraco do varejo foi a queda nas vendas de hiper e supermercados, que recuaram 1,5% em relação a abril e 0,5% na comparação com maio do ano passado. Além disso, as vendas de equipamentos de informática e comunicação, bem como de artigos de uso pessoal e doméstico, também contribuíram negativamente.

Crescimento Setorial e Regional

Apesar do cenário desafiador, alguns setores se destacaram, como o de livros, jornais e papelaria, que cresceu 22,5% em comparação com maio de 2025. Outros segmentos, como artigos farmacêuticos, móveis e eletrodomésticos, e combustíveis, também apresentaram desempenho positivo, mas não foram suficientes para impulsionar o varejo como um todo.

No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, houve uma queda de 0,2% em relação a abril e 0,6% em relação a maio do ano passado. O recuo foi influenciado pela forte queda de 7,7% no atacado especializado de alimentos, bebidas e fumo.

Desempenho por Estados

O desempenho regional foi desigual, com apenas 11 dos 26 estados e do Distrito Federal registrando crescimento nas vendas em abril. Os destaques positivos foram DF (1,6%), Acre (1,5%), Alagoas (1,5%) e Paraíba (1,5%). Por outro lado, São Paulo teve um recuo de 6,4% no varejo ampliado, evidenciando a dificuldade de recuperação em algumas regiões.

Desafios Econômicos

O fraco desempenho do varejo em maio reflete um cenário econômico desafiador, com juros elevados, crédito caro e inflação pressionando os itens essenciais. Os consumidores estão priorizando gastos básicos e adiando compras de maior valor, afetando especialmente os segmentos mais dependentes de financiamento.

Opinião

O crescimento tímido do varejo é um sinal claro de que a recuperação econômica ainda está distante, e as famílias precisam de apoio para retomar o consumo de maneira mais robusta.