A inflação do mês de julho de 2026 registrou 0,07%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento nas tarifas de energia elétrica e de água e esgoto foi o principal responsável por essa elevação, embora o índice tenha sido menor do que o de junho, que foi de 0,16%.
No acumulado do ano, a inflação soma 4,44%, mantendo-se abaixo do teto da meta de 4,5%. Este é também o menor índice para o mês de julho desde 2022, quando a inflação chegou a -0,68%.
Aumento nas tarifas e seus impactos
A conta de luz teve um aumento de 3,09%, sendo o principal impacto individual sobre a inflação. A taxa de água e esgoto subiu 0,40%, e ambos os aumentos contribuíram para que o grupo de Habitação apresentasse o maior peso no cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com 0,99%.
Os reajustes das tarifas de energia foram significativos em algumas capitais, como em Curitiba, onde houve um aumento de 19,55%, e em São Paulo e Porto Alegre, com aumentos de 8,85% e 14,89%, respectivamente. A bandeira tarifária amarela também impactou as contas, adicionando R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Inflação nas capitais e variações de preços
<pEntre as capitais, Rio Branco apresentou a maior inflação em julho, com 0,32%, influenciada principalmente pelo aumento nas passagens aéreas e na energia elétrica residencial. Por outro lado, Belém teve a menor variação, com -0,45%, favorecida pelas quedas no preço da gasolina e do açaí.
No que diz respeito aos alimentos, o grupo de Alimentação e Bebidas recuou 0,67%, o que ajudou a conter a inflação. Os preços de produtos como o tomate e a batata-inglesa caíram significativamente, enquanto a alimentação fora de casa ficou mais cara.
Opinião
Os aumentos nas tarifas de energia e água refletem a pressão que as famílias brasileiras enfrentam, mesmo com uma inflação que, apesar de baixa, ainda gera preocupações sobre o custo de vida.





