Economia

Iata revela que setor aéreo terá lucro de US$ 23 bilhões em 2026; crise se agrava

Iata revela que setor aéreo terá lucro de US$ 23 bilhões em 2026; crise se agrava

O setor aéreo deverá fechar o ano de 2026 com um lucro líquido de US$ 23 bilhões, o que representa uma queda de 49% em relação ao lucro de US$ 45 bilhões de 2025. Essa nova projeção foi divulgada pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) e reflete os impactos da guerra no Oriente Médio e a alta nos preços do combustível de aviação.

As receitas totais do setor devem atingir US$ 1,165 trilhão em 2026, uma alta de 9,4% em relação ao ano anterior, impulsionada pelo aumento nos preços das passagens. Apesar do cenário desafiador, a Iata prevê que a taxa de ocupação de passageiros continue a quebrar recordes, com uma expectativa de 84,0% de assentos preenchidos ao longo do ano, acima dos 83,5% de 2025.

O volume de passageiros deve alcançar 5,1 bilhões em 2026, o que representa um aumento de 2,4% em relação ao ano anterior. Willie Walsh, diretor-geral da Iata, destacou durante a 82ª Assembleia Geral Anual da Iata, realizada no Rio de Janeiro, que as interrupções operacionais resultantes da guerra e a escalada nos custos de combustível estão deteriorando as perspectivas financeiras das companhias aéreas.

Walsh afirmou que a alta nos preços das passagens não será suficiente para garantir a lucratividade da indústria. As operadoras menores, que já enfrentavam dificuldades financeiras, estão sentindo ainda mais os efeitos dessa situação. No Oriente Médio, a situação é ainda mais crítica devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, que afeta diretamente os resultados financeiros da região.

O lucro líquido por passageiro deve cair para US$ 4,50, metade do valor registrado no ano anterior. Walsh enfatizou que, apesar de demonstrar resiliência, esse valor é insuficiente para cobrir custos básicos, como um cachorro-quente em estádios durante a Copa do Mundo da FIFA.

Opinião

A projeção da Iata revela um cenário preocupante para o setor aéreo, que enfrenta desafios significativos que podem impactar a recuperação da indústria nos próximos anos.