Eleições

Horácio da Silva, 95 anos, e Maria Teresa, 16, marcam eleições com histórias emocionantes

Horácio da Silva, 95 anos, e Maria Teresa, 16, marcam eleições com histórias emocionantes

Aos 95 anos, Horácio da Silva não se furtou ao direito de votar neste domingo, 25 de outubro de 2026, mesmo em uma idade em que não precisava sair de casa para escolher quem vai governar o Brasil nos próximos quatro anos. Logo que foi aberta sua seção eleitoral, na única escola pública do Varjão, na periferia do Distrito Federal, o nordestino de Icó (CE) chegou vestindo a camiseta com a estampa de seu candidato no peito.

O aposentado conhece bem o rito: teve preferência na fila de eleitores, identificou-se com a digital do polegar, dirigiu-se à cabine de votação e, mais uma vez, foi cidadão. “Tem que votar para melhorar o Brasil”, disse. Na família de Horácio, as pessoas se revezam para levá-lo às urnas. No primeiro turno, foi a filha. No segundo, foi a vez de uma entre seus mais de 20 netos e netas, a contadora Rayane Ferreira da Silva, que mora próximo ao patriarca.

Primeira Eleição

Se Seu Horácio já perdeu as contas de quantas eleições participou, 2026 vai marcar a estreia de Maria Teresa Neves Hora no exercício do voto. A jovem completou 16 anos há menos de um mês e conta que tirou o título eleitoral influenciada pelos pais. Mesmo na condição de voto facultativo, “Tetê” não se absteve. Acompanhada da família na seção eleitoral, no Centro de Ensino Médio Paulo Freire, na Asa Norte, ela conheceu um novo papel: o de eleitora. “É muito importante que os adolescentes votem, porque isso impacta a vida de todo mundo”, afirmou.

Sobre o futuro, a jovem decidiu: “Quero um país que tenha mais igualdade social, que todo mundo tenha oportunidades de fazer o que quer na vida e melhorar. Também [desejo] um país mais amável com todo mundo, independentemente da religião ou de qualquer outra coisa.”

Trabalhadores e a Democracia

Neste domingo, muitos eleitores foram votar cedo, porque tinham que seguir para o trabalho. Para o chapeiro de uma lanchonete de Brasília, Janaildo Santana, antes da obrigação profissional vem o voto. E, com ele, a garantia de direitos. “Quero que meu país melhore na saúde, educação e segurança. Não dá para ficar em casa e achar que vai tudo se resolver, porque estará entregando seu futuro nas mãos do próximo.”

O Brasil tem mais de 158 milhões de eleitores aptos a votar. Cada voto tem o mesmo peso, independentemente da raça/cor, condição econômica, religião ou local onde mora. A igualdade está garantida pela Constituição Federal (CF) de 1988.

Os irmãos Dagoberto e Poliana Fernandes Leite são aposentados por incapacidade permanente para o trabalho devido às sucessivas crises de epilepsia que ambos têm desde crianças. Neste dia 25, eles votaram pensando na manutenção do Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS). Poliana considera fundamental o pagamento do auxílio no valor de um salário mínimo por mês. “Não quero perder nosso benefício. Com ele, compro comida para casa, ajudo minha mãe nas contas de luz, água e IPTU.”

Opinião

As histórias de Horácio e Maria Teresa refletem a diversidade e a importância do voto no Brasil, mostrando que cada eleitor tem um papel fundamental na construção do futuro do país.