O Hackathon SUS – Desafio Tecnológico, realizado em Curitiba nos dias 6 e 7 de outubro de 2026, destacou inovações de startups para enfrentar o câncer. O evento, promovido pelo Ministério da Saúde, reuniu diversas equipes que apresentaram soluções tecnológicas voltadas para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Inovações contra o câncer
As startups selecionadas apresentaram projetos que visam melhorar a identificação e o tratamento do câncer. Entre as finalistas, a Hyla Biotech, liderada pelo pesquisador Leonardo Foti, desenvolveu um sensor que identifica sinais de tumor de mama em uma amostra de sangue em apenas quatro horas. Esse exame, embora não substitua a mamografia, pode antecipar investigações e facilitar diagnósticos.
A ConnectBio, sob a coordenação do professor Alexandre Rieger, criou um teste rápido que identifica a toxicidade do medicamento 5-FU em 45 minutos, utilizando uma amostra da parte interna da bochecha do paciente. Essa tecnologia visa fornecer informações valiosas para as equipes de saúde, sem substituir a avaliação clínica.
Outra finalista, a PIPAC Brasil, liderada pelo cirurgião oncológico Rafael Seitenfus, desenvolveu o CarciNoChat, uma ferramenta para avaliar metástases durante videolaparoscopia. O sistema registra imagens e analisa a resposta do paciente ao tratamento, buscando transformar desafios em soluções práticas para a oncologia no Brasil.
Próximos passos e apoio institucional
A fase nacional do Hackathon SUS está marcada para o dia 4 de dezembro de 2026, onde as startups finalistas apresentarão novamente suas inovações. O evento conta com o apoio de instituições como a Anvisa e o Sebrae, que ajudam a conectar inovação e as necessidades do SUS.
Opinião
O Hackathon SUS representa uma oportunidade valiosa para que inovações tecnológicas possam efetivamente melhorar o atendimento oncológico no Brasil, unindo ciência e saúde de forma colaborativa.





