Política

Guto Silva e Rômulo Marinho Soares são citados em investigação de fraude

Guto Silva e Rômulo Marinho Soares são citados em investigação de fraude

Dois ex-secretários do governo Ratinho Junior (PSD-PR) estão no centro de uma investigação sobre suspeitas de fraude em licitação para sistemas de treinamento virtual de tiro policial. A licitação, vencida em 2019 pela EBTS (Empresa Brasileira de Tecnologias e Sistemas), levantou indícios de irregularidades que foram apontados pelo TCE-PR.

Investigação e Quebra de Sigilo

A investigação foi desencadeada após a circulação de um vídeo nas redes sociais que levantou suspeitas sobre o processo licitatório. O juiz autorizou a quebra de sigilo bancário de Adolfo Jachinski Neto, proprietário da EBTS, em resposta às alegações. As menções aos ex-secretários Guto Silva, então chefe da Casa Civil, e Rômulo Marinho Soares, ex-secretário de Segurança Pública, aparecem em documentos que detalham a investigação.

Contrato e Suspeitas

O contrato assinado em 2020 previa um pagamento de R$ 3.833.000 pelos serviços. As suspeitas têm origem no Pregão nº 1133/2019, conduzido pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp) para a aquisição de sistemas de treinamento virtual de tiro. Durante o processo, Jonny Braga, ex-sócio de Jachinski, gravou conversas que indicam uma suposta atuação coordenada entre concorrentes para simular a disputa.

Reações e Desdobramentos

Em depoimento à polícia, Jonny Braga confirmou que foi informado antecipadamente sobre a vitória da EBTS na licitação e que os áudios gravados mencionam os ex-secretários como influências no processo. Guto Silva, por sua vez, negou conhecer Jachinski e afirmou que a licitação foi conduzida sem sua participação. A Gazeta do Povo tentou contato com a defesa de Jachinski e com Rômulo Marinho Soares, mas não obteve resposta.

Opinião

As investigações em curso revelam a necessidade de transparência nos processos licitatórios, especialmente em áreas sensíveis como a segurança pública.