O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) e pré-candidato ao Senado por São Paulo, provocou controvérsia ao afirmar que o termo “letalidade policial” é preconceituoso. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele argumentou que o correto seria falar em “letalidade criminal”, uma vez que, segundo ele, os policiais não saem para matar.
Declarações sobre segurança pública
Durante sua gestão como secretário de segurança no governo paulista, Derrite foi questionado sobre o aumento das mortes em operações policiais, o que poderia ser visto como contraditório ao seu discurso de priorizar a vítima no debate de segurança pública. Ele defendeu que “letalidade policial não existe” e reforçou sua posição ao afirmar que “existe letalidade criminal”.
Facções e soberania nacional
O deputado, conhecido como Capitão Derrite por sua patente militar, deixou a Secretaria de Segurança Pública para assumir a relatoria do PL Antifacção, uma proposta que visa reagir ao avanço das facções criminosas, como o Comando Vermelho (CV) e o PCC, que ele classificou como narcoterroristas. Derrite questionou a soberania nacional em áreas dominadas por essas facções, afirmando que em certos locais a polícia não consegue atuar sem enfrentar intenso confronto armado.
Relações políticas e lealdade
Na mesma entrevista, Derrite expressou sua lealdade ao governador Tarcísio de Freitas e à chapa com André do Prado. Ele também comentou sobre sua amizade com Ricardo Salles, que foi preterido nas convenções estaduais do PP e do União Brasil, mas espera que isso não afete sua relação pessoal.
Opinião
A declaração de Derrite sobre a letalidade policial reflete uma visão polêmica que pode influenciar o debate sobre segurança pública e o papel das forças policiais no Brasil.





