O governo Lula (PT) tomou uma medida drástica ao acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Essa ação foi formalizada no dia 27 de julho de 2026 pelo Ministério das Relações Exteriores.
O pedido de consultas, segundo o Itamaraty, refere-se a duas tarifas aplicadas pela administração de Donald Trump: uma de 25% relacionada à investigação sobre comércio digital e o Pix, e outra de 12,5%, que surge de uma investigação sobre trabalho forçado.
Medidas consideradas injustificadas
O governo brasileiro considera que as medidas norte-americanas são injustificadas e incompatíveis com as obrigações dos Estados Unidos no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio de 1994 (GATT 1994) e do Entendimento Relativo às Normas e Procedimentos sobre Solução de Controvérsias da OMC.
Paralisação da OMC e próximos passos
Um fator que complica a situação é que o Órgão de Apelação da OMC, que atua como um tribunal de última instância para questões comerciais, está paralisado desde dezembro de 2019 devido ao bloqueio americano à nomeação de novos juízes. Essa situação pode atrasar a resolução da disputa.
Além disso, logo após a imposição das tarifas, o governo brasileiro manifestou a intenção de avaliar a aplicação da Lei de Reciprocidade, que pode ter implicações adicionais nas relações comerciais entre os dois países.
Opinião
A ação do governo Lula na OMC destaca a tensão crescente nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, refletindo um cenário complexo que pode impactar setores essenciais da economia brasileira.





