O Governo Federal liberou, nesta sexta-feira (19), R$ 8 bilhões para socorrer o caixa das companhias aéreas que operam no Brasil. Essa medida foi oficializada por meio da Medida Provisória 1.368, que precisa ser votada pelo Congresso em até 120 dias para manter sua validade. Os recursos serão destinados ao Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), com o objetivo de viabilizar uma linha de crédito reembolsável voltada ao capital de giro das empresas aéreas.
A decisão do governo visa garantir recursos para que as companhias mantenham suas operações e evitem cortes de voos pelo país. A justificativa para a edição da MP é o aumento superior a 70% no preço do querosene de aviação (QAV), que representa até 45% dos custos operacionais do setor. Esse aumento foi impulsionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que afetaram diretamente os preços internacionais do petróleo.
O governo destacou que a urgência da medida está relacionada aos impactos imediatos da alta internacional dos preços do petróleo, especialmente na região do Estreito de Ormuz. A expectativa é que a liberação dos recursos ajude a reduzir os riscos de cancelamento de rotas, preservando a malha aérea nacional e minimizando os efeitos para os passageiros.
Entidades que representam as empresas aéreas, como a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), já alertaram sobre o risco de redução da oferta de voos e a possibilidade de reajustes nas tarifas, que podem ser repassados aos consumidores devido ao aumento dos custos operacionais.
Opinião
A liberação de R$ 8 bilhões pelo governo é uma medida crucial para enfrentar os desafios impostos pela alta do QAV e garantir a continuidade das operações aéreas no Brasil.





