O governo brasileiro anunciou uma redução de 35% no desmatamento da Amazônia e de 6% no Cerrado entre agosto de 2025 e janeiro de 2026. Os dados foram divulgados após a reunião da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Combate ao Desmatamento, realizada em Brasília no dia 12 de fevereiro de 2026.
Segundo o sistema Deter do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram registrados 1.324 km² sob alerta de desmatamento na Amazônia Legal, uma queda em relação aos 2.050 km² do ciclo anterior. No Cerrado, o alerta foi de 1.905 km², comparado a 2.025 km² anteriormente.
Resultados e Metas
Além da queda no desmatamento, o Deter também apontou uma diminuição de 93% na degradação florestal na Amazônia, com 2.923 km² afetados, em comparação aos 44.555 km² do ciclo anterior. O governo se comprometeu a zerar o desmatamento no Brasil até 2030, e essa redução é vista como um passo significativo nessa direção.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que a queda nos índices é resultado de um governo que voltou a ouvir seus pesquisadores e investiu em ciência. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também ressaltou a importância dos dados e da determinação política para alcançar resultados positivos.
Esforços Coletivos
Os avanços são atribuídos ao esforço conjunto de 19 ministérios que compõem a comissão interministerial. O fortalecimento da fiscalização, com operações ampliadas do Ibama e do ICMBio, contribuiu para esses resultados. O número de ações de fiscalização do Ibama aumentou em 59%, e as áreas embargadas cresceram 51% em comparação a 2022.
As iniciativas também incluem a reativação do Fundo Amazônia, que recebeu R$ 3,642 bilhões em investimentos nos últimos três anos, e a ampliação do número de doadores internacionais, que agora inclui nove países.
Opinião
A redução do desmatamento é um sinal positivo, mas o Brasil ainda enfrenta desafios para garantir a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável.
