Recentemente, um desabafo de uma mãe no LinkedIn gerou grande repercussão ao revelar que seu filho recebeu um e-mail do Google informando que, ao completar 13 anos, poderia gerenciar sua própria conta e remover o controle parental. Essa ferramenta de supervisão, conhecida como Family Link, permite que os pais gerenciem o uso de dispositivos por crianças, estabelecendo limites de tempo, bloqueando sites e exigindo aprovação para a instalação de novos aplicativos.
Idade mínima e regras de supervisão
No Brasil, a idade mínima para que jovens possam alterar o controle parental é de 13 anos, conforme as diretrizes do Google. No entanto, essa idade pode variar em outros países, que estipulam limites de 14, 15 ou até 16 anos. Mesmo com a possibilidade de desativar a supervisão, a decisão precisa ser autorizada pelos pais até que os jovens completem 18 anos, garantindo que ambos sejam notificados caso essa autorização seja concedida.
Aspectos legais e riscos envolvidos
De acordo com Daniel Meireles, especialista em cibersegurança e idealizador do projeto ‘O Cibernauta’, essa prática está em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que exige o consentimento dos pais para o tratamento de dados de crianças até 12 anos. Meireles explica que a legislação permite que jovens a partir de 13 anos possam ter maior autonomia no uso da internet, mas alerta para os riscos associados a essa liberdade.
Consequências da autonomia digital
Meireles destaca que a falta de mediação adulta pode levar os adolescentes a compartilhar dados sem considerar as consequências. Além disso, há o risco de exposição a conteúdos inadequados, como material sexualizado e violento, que podem impactar a saúde mental e física dos jovens. O especialista recomenda que, ao desativar o Family Link, os pais estabeleçam acordos familiares sobre o uso da tecnologia, incluindo limites de tempo de tela e discussões abertas sobre os riscos do ambiente digital.
Opinião
A discussão sobre o controle parental e a autonomia digital é essencial para garantir que jovens possam navegar na internet de forma segura e consciente, sempre com o suporte e orientação dos pais.





