A Amazônia peruana enfrenta uma grave seca que ameaça não apenas a segurança alimentar, mas também as culturas e conhecimentos ancestrais. O indígena shipibo-konibo Gilmer Yuimachi alerta que a seca já atinge 38% das áreas habitadas, colocando em risco a vida de diversas comunidades. Em El Salvador, a líder juvenil Xenia López trabalha com 16 comunidades no Corredor Seco Centro-Americano, onde a falta de água tem desafiado a agricultura.
Inundações no Chaco Americano
Na parte argentina do Chaco Americano, a professora e ativista Antonella Sleiman relata que a região, historicamente afetada pela seca, vivenciou inundações inéditas que devastaram plantações em 2023. As comunidades, acostumadas a lidar com a escassez, agora enfrentam um cenário oposto, onde as inundações comprometem a produção de alimentos e a subsistência local.
Desafios na COP17
Essas histórias foram apresentadas durante a COP17, realizada em Ulaanbaatar, Mongólia, que terminou com novos mecanismos de financiamento e discussões sobre a resiliência à seca. No entanto, representantes latino-americanos destacam a grande distância entre as decisões internacionais e a realidade local. Cerca de 28% dos territórios da América Latina são de terras degradadas, um índice superior à média global.
Práticas Agroecológicas e Apoio Necessário
Xenia López defende a adoção de práticas agroecológicas para lidar com a irregularidade das chuvas e a degradação do solo. Ela enfatiza a necessidade de maior apoio das autoridades para que as comunidades possam implementar soluções sustentáveis. A ativista lamenta a hostilidade de governos como o de El Salvador, que dificultam a reivindicação de políticas mais estruturais.
O papel dos povos indígenas
Gilmer Yuimachi ressalta que os povos indígenas são guardiões dos territórios e possuem conhecimentos ancestrais que podem contribuir para a restauração das florestas e a adaptação às mudanças climáticas. Ele enfatiza que a degradação ambiental não é apenas uma questão econômica, mas também cultural e social.
Opinião
As vozes de líderes como Gilmer Yuimachi e Xenia López são essenciais para que as realidades locais sejam ouvidas nas discussões globais sobre clima e terra. É fundamental que as decisões tomadas em conferências internacionais reflitam as necessidades das comunidades afetadas.





